Circo de Moscou: no gelo, mas morno

junho 03, 2012

A tradição de 50 anos me faz ter cuidado com o que vou escrever. Hoje fui assistir o Circo de Moscou no Gelo, no Teatro da UFPE, mas por mais que eu me esforçasse, achei a apresentação bem morna. Do início ao fim, fiquei na expectativa por alguma grande surpresa, mas as manobras acrobáticas com trapézio, malabares e cordas suspensas não chegaram ao clímax desejado. Apesar de tudo ser em cima de patins.

Foto: internet

O espetáculo combina universo circense, ballet clássico tradicional e patinação artística. Não estou acostumado a assistir apresentações do gênero, e chego a ser ousado em estar criticando algo que eu não tenho propriedade em falar, mas a sensação foi essa mesma citada acima. O cenário é meio sombrio. Faltam cores ou o glamour existente nas grandes companhias. A trilha sonora lembra ringtones de celular. E para os desavisados, o gelo é sintético.

Os 26 artistas, que se dividiram em 17 números, seguiram à risca o que se propuseram no palco. Talvez o que eu tenha sentido falta, na verdade, foi o universo circense, que foi transportado para o interior de um teatro. A tal magia esperada ficou guardada em alguma tenda dobrada. Ou tenha faltado em mim um toque de ingenuidade, encontrada nas crianças durante as quase duas horas de espetáculo.

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