Elis Maria Regina Rita

julho 15, 2012


Eu nasci no dia 5 de janeiro de 1982 e Elis Regina faleceu 14 dias depois. Nesse cálculo, um resultado óbvio: eu não a conheci. A cantora, ícone da música nacional, tem ainda hoje o poder de influenciar os novatos descobridores da MPB. Seja pelas músicas que marcaram uma época bastante significativa para a identidade do Brasil, ou pelo tom de sua interpretação para cada obra cantada, a cantora gaúcha deixou além da herança musical, herdeiros com DNA concentrado: João Marcelo Bôscoli, Pedro Camargo Mariano e Maria Rita. Agora a menina do trio revisita a obra da mãe de tal forma que fica confuso entender se realmente é ela no palco ou o poder divino interferindo para a apresentação da mãe no corpo da filha. Seja lá o que for, delicioso é assistir.

Ontem, no Chevrolet Hall, em Olinda, Maria Rita trouxe o show Redescobrir. No repertório, um set list bem selecionado da obra de Elis Regina, com o melhor de Tom Jobim, Milton Nascimento, João Bosco, Rita Lee, entre tantos outros nomes fortes, assim como a dona da voz que transformou essas canções em clássicos. Apesar da casa não ter lotado, talvez pelo curto espaço de tempo em que o show foi apresentado na cidade (menos de 3 meses e aberto ao público), os presentes ajudaram a elevar o nível emocional do ambiente, fazendo a interprete se emocional por diversas vezes.



Foto: Facebook Chevrolet Hall


Entre uma música e outra, o bate-papo rolou. Maria Rita contou algumas curiosidades da vida da mãe e revelou o conteúdo de uma carta encontrada por ela em que dizia que durante uma passagem aqui pela cidade, a menininha de Elis teria dado os seus primeiros passos. O "own" foi geral! Entre lágrimas, arrepios e sorrisos, Redescobrir é um espetáculo que merece ser conferido e curtido sem medo. Simples, a apresentação nada mais é do que uma grande homenagem de uma filha (ou dos filhos) para a mãe, com a "interferência" de um grande público que baba pelas duas. As emoções se confundem entre toda a obra e talento de ambas com o sentimento natural entre pais e filhos, aflorado com os depoimentos regados à saudade.


Sobre o público: nem sempre a falta de aplauso está relacionada à competência do artista no palco. Às vezes todos estão com as mãos ocupadas registrando o momento com um celular ou câmera digital. Eu mesmo parei de beber para poder aplaudir. Ela merecia isso!

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