Severino
agosto 17, 2014
O mundo me deu um solavanco me dando respostas de perguntas que não fiz e deixando perguntas que certamente não terei respostas. Perdi meu pai no dia 30 de julho e o silêncio se fez presente. Foi tudo muito rápido, assim como a vida que também é.
Ser forte faz a garganta doer. A minha ainda dói, mas dizem que tudo isso passa e eu espero, sem muita paciência, mas doido de vontade que a vida siga e a bonança apareça. A tempestade ainda está forte.
Entendi o peso da palavra "efêmero" e despertei medos: o de perder outras pessoas. Não há desespero, mas é desesperador pensar que isso pode acontecer a qualquer momento. Como diz vovô: basta estar vivo.
Hoje eu sei que estar de luto não é apenas vestir preto e mostrar pra todo mundo que você está triste. Estar triste não é parar de rir. O riso não é a mesma coisa que alegria. Vestir preto é mais que tradição, é condição. Não consigo vestir cores fortes. Isso me incomoda. A paciência é curta. O barulho me abusa. Abraço é bom, mas faz chorar. E chorar é necessário, logo, o abraço é bem-vindo.
Ser chamado de Severino já não me irrita, pelo contrário, me enche de orgulho. Era o nome dele, é o meu nome. O espelho serve de consolo. Vejo ele em mim no sorriso frouxo, no nariz abatatado. Aliso o meu cabelo e me lembro da textura do dele, quando eu fazia cafuné nas últimas horas que estivemos juntos ainda no hospital.
A saudade incomoda e tenho fé em Deus que vou saber conviver com ela. Afina, eu sempre fui dele e agora, mais do que nunca, eu sou muito dele e isso me traz boas lembranças, hoje com lágrimas, mas, mais uma vez, aguardo os sorrisos.
Ser forte faz a garganta doer. A minha ainda dói, mas dizem que tudo isso passa e eu espero, sem muita paciência, mas doido de vontade que a vida siga e a bonança apareça. A tempestade ainda está forte.
Entendi o peso da palavra "efêmero" e despertei medos: o de perder outras pessoas. Não há desespero, mas é desesperador pensar que isso pode acontecer a qualquer momento. Como diz vovô: basta estar vivo.
Hoje eu sei que estar de luto não é apenas vestir preto e mostrar pra todo mundo que você está triste. Estar triste não é parar de rir. O riso não é a mesma coisa que alegria. Vestir preto é mais que tradição, é condição. Não consigo vestir cores fortes. Isso me incomoda. A paciência é curta. O barulho me abusa. Abraço é bom, mas faz chorar. E chorar é necessário, logo, o abraço é bem-vindo.
Ser chamado de Severino já não me irrita, pelo contrário, me enche de orgulho. Era o nome dele, é o meu nome. O espelho serve de consolo. Vejo ele em mim no sorriso frouxo, no nariz abatatado. Aliso o meu cabelo e me lembro da textura do dele, quando eu fazia cafuné nas últimas horas que estivemos juntos ainda no hospital.
A saudade incomoda e tenho fé em Deus que vou saber conviver com ela. Afina, eu sempre fui dele e agora, mais do que nunca, eu sou muito dele e isso me traz boas lembranças, hoje com lágrimas, mas, mais uma vez, aguardo os sorrisos.

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