Coisas do passado

maio 04, 2012

Foto: eu hipocondríacozinho
Momento "querido diário". Hoje o dia foi bem estressante, por culpa minha e por fatores externos, provocados por forças superiores. A minha culpa eu não vou comentar, basta a minha autoflagelação por conta dos erros cometidos. Sobre os fatores externos, registro a passagem "desta para uma melhor" de um parente. Mas como minha mãe bem disse, se morrer é descansar, quero viver sempre cansado.

Entre as indas e vindas durante o velório, sepultamento, choros e comportamentos estranhos, lembranças do passado. Abro parenteses aqui para explicar os comportamentos estranhos. Minha relação com a morte não é das melhores. Até encaro na boa a dita cuja, porém, quando paro para pensar um pouco e percebo que a pessoa que está indo não voltará e que, até que se prove o contrário, não nos encontraremos nunca mais, bate nóia. Nóia das pesadas. Contudo, por mais que eu tente ficar sério em sepultamentos, não consigo. Se eu não tiver cuidado, tenho crise de riso e dou "nota de falecimento" sorrindo. Não de felicidade, mas de nervoso, certamente.



Sim, mas... as lembranças do passado. Lembrança do futuro é déjà vu? Enfim... Enquanto seguíamos para o cemitério, a pé, minha mãe cismou que conhecia uma senhora que também seguia para o sepultamento. No meio do caminho, a oportunidade de trocar palavras e descobrir: a tal senhora era enfermeira, chama-se Neide e há pelo menos 25 anos era ela quem sempre nos atendia nas madrugadas da vida, na clínica que íamos nas horas de 40 graus de febre. Eu ri na hora que elas descobriram de onde se conheciam. Sim, a enfermeira também lembrava da minha mãe. Conclusão: sou hipocondríaco desde pequenininho. Afinal, se eu não mijei ou vomitei na cara da enfermeira, marquei presença com gosto durante a minha infância nas salas médicas. :D

You Might Also Like

0 comentários

Popular Posts

Like us on Facebook

Flickr Images